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sábado, 5 de setembro de 2015

Faz 1 Ano! (1 Year out!)


No momento, não me sinto criativo para constatar além do óbvio: O intercâmbio me fez uma pessoa melhor. Cada evento, lugar ou pessoa com quem estive aqui agora faz parte de mim, seja em memórias ou em pequenos pedaços de suas características mais marcantes que resolvi roubar.

Tudo isto faz parte e irá continuar a fazer enquanto estiver por aqui. Obrigado à todos os leitores deste blog também! Celebremos 1 Ano de Nova Zelândia!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Coisas que o intercâmbio ensina - pt. 2

Descobrir a si:

Já parou para pensar que você viveu toda uma vida construindo sua personalidade em cima das escolhas que precisou fazer ao longo dela? Isso até certo ponto em que a pessoa que você uma vez foi não corresponde a quem é hoje! Essa oportunidade, de perceber isso é proporcionada pelo intercâmbio (também). Quero dizer, você está em um país novo, com pessoas novas, língua nova. Tudo aquilo que você era ou conquistou antes só lhe serve de experiência agora, mas, certamente, um novo caráter irá te assumir.

Suas vontades que foram uma vez esquecidas pela rotina de sua antiga vida ressurgem e te lembram o que sempre quis. No meu caso: Quem me conhece já me ouviu dizer que eu sempre tive vontade ir para a Nova Zelândia ou Austrália e até morar em um destes países. Quando a oportunidade me foi concedida e de fato pisei nesta terra, era um sonho sendo realizado, e, ao mesmo tempo, abrindo portas para que outros sonhos pudessem ocupar espaço.

Onde mais gostaria de ir? Qual o meu novo propósito? Estou pronto para o que vem pela frente?

Essas perguntas pertinentes que te fazem refletir um pouco mais sobre suas qualidades, capacidades e te põem em contato com aquela vontade que surgiu há muito tempo atrás. Você passa a descobrir a si a medida que passa mais tempo consigo mesmo sem interrupções, esta é a formula. Como disse Paulo Coelho no fantástico livro O Alquimista, "devemos correr atrás dos nossos sonhos,(...) eles nos são apresentados quando ainda jovens, mas com o tempo as pessoas param de acreditar nestes sonhos". A certa liberdade que o intercâmbio proporciona (sim, de família, amigos e estudos) te faz lembrar de seus desejos mais íntimos antes de todas estas coisas ocuparem-lhe a mente, e quanto mais cedo se percebe isso, melhor.

'Recomeçar' a vida com alguma experiência nos permite descobrir a si.

Mudar sua Visão:
"Nem todos aqueles que vagam estão perdidos" - J. R.R. Tolkien
Esta é relativamente simples. Estar em contato com diferentes culturas te faz perceber o 'real' tamanho do mundo. Mundão! Saber que algumas horas de avião de distância existe um país com outra língua, outro passado, outros problemas e outra natureza!

É como uma quebra da ilusão. Ilusão de que somos muito importantes, de que o mundo gira de acordo com o que fazemos, e que se estende até onde temos controle sobre o mesmo. Tudo isto está errado, claro, e é evidente quando falamos. Tanto é que a reação mais comum é o simples: "Sim" ou "Verdade", mas uma vez que realmente consideramos esta questão, ocorre como um 'clique'.

O que estou fazendo?


Estou desperdiçando meu tempo. Preciso conhecer de fato este mundo que vivo! Ter mais experiências! 

É mais fácil se conectar com as pessoas e com os problemas mundiais após um intercâmbio. Muito mais, se escolher um trabalho voluntario (o que não foi meu caso, mas tendo em vista que pretendo fazer.) É como uma lição de humildade. Somos pequenos, e independente de estar presente ou não, o mundo continua girando, seja em casa, seja em outro país.

A melhor parte disso é esta integração com as causas humanas, o senso de dever em ajudar o mundo, tão virtuoso quanto se pode dizer. Este é o verdadeiro beneficio de mudar sua visão.

Coisas que o Intercâmbio ensina - pt. 1

O intercâmbio ensina muitas coisas, e dentre elas estão as que você assume o controle e as que simplesmente acontecem. Por isso, preciso dividir este post em duas partes. A primeira irá tratar de Saudade e Solidão, são os fatos que melhor posso falar agora, e são também os que acabamos aprendendo sem pedir entrada no curso. A parte dois irá se contentar com o lado bom. Descobrir a Si e Mudar sua Visão.

Comecemos, então, com a:

Saudade 




Sim, aprendemos a ter saudade de verdade em um intercâmbio (também). Muito disso é fruto da Solidão, que irei abordar a seguir, mas se atendo ao sentimento - que por via de esclarecimento não existe mesmo tradução - é na ausência dos velhos amigos, da velha rotina, dos familiares que a saudade se constrói. E nem preciso dizer que é uma megera, para poupar insultos.

Ficar pensando em como todos estão se saindo em Vitória me tira o sono. Quero rever pessoas importantes a mim, e logo. Ao mesmo tempo, quero aproveitar ao máximo o tempo que me falta aqui cumprindo com minhas obrigações também. E este duelo casa vs. 'nova casa' não tem solução.

Não tem solução pois assim como sinto falta de coisas de lá, também sentirei falta de detalhes daqui. Se Nietzsche nos apresentou o Eterno Retorno e Manuel Bandeira nos deu Pasárgada, eu acrescento: O intercâmbio é o seu Eterno Retorno a Pasárgada. Assim como sinto saudades (além das pessoas) da Orla de Camburí em Vitória, da 3ra Ponte, tenho certeza que quando retornar, sentirei falta da SkyTower de Auckland, do Domain Park.. Mission Bay.. até mesmo dos sinos tocando de hora em hora, vejam isto.. os sinos!

Saudade. Preencher o vazio da alma, este é o único proposito para te sentirmos.

Solidão



Quase tão ruim quanto a Saudade, pois ela última nos direciona para algo bom no final. Porém, não há caminhos felizes para quem os trilha só.

É horrível, repito, horrível chegar em casa ao fim da tarde, abrir a porta e perceber que não tem ninguém. Ninguém esperando para conversar. Nem mesmo um latido de um cachorro chato que estava ali desde quando saiu só esperando você reaparecer, mas não. No lugar disso está uma sala vazia, as luzes apagadas e um silêncio perturbador.

Então o que você faz? Sai de casa novamente? Esta seria até a melhor das soluções.. costuma limpar a mente um pouco dessa sensação de solitude andando na rua, ou sentado apreciando uma vista. Um conforto do movimento a sua volta.

Mas há vezes em que você entra pela porta, mesmo assim. E é em seguida abraçado, abraçado pela solidão. Tudo que pode fazer agora é se distrair. Facebook, Vídeos, Música. A mesma rotina de sempre. Isso pois quando a primeira alma viva entrar naquele aquário irá direto para seu quarto se esquecer de suas próprias dores.

E dia após dia, o mesmo quadro se repete, com raros momentos de compartilhamento, enquanto a noite vem para lembrar-te que acontecerá de novo amanhã.

Solidão. Nosso medo primitivo exposto, sentado na beira do sofá a sorrir para nós, por entre as janelas de cada apartamento vazio onde vê-se um homem chegar.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Um banco para relaxar, uma vida para lembrar


Escolha um lugar,
Para relaxar e se lembrar
De todos os momentos teus.
Gritar:
"A vida! A frente!"
E saber que ela foi
Construida de um passado.
Um lugar,
Onde teus pensamentos correm livres
Sem medo de lhe dizer
O segredo deste mundo..
"Viver sem sofrer"

sábado, 31 de janeiro de 2015

Sh**!

Lost a memory for having a confused brain. And there were signs.

Waitomo Caves, maybe next time.

Sorry.

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To help understand: I made everything right. Scheduled and paid two reservations for Sunday 1st, Feb. One for the Waitomo Caves Combo (Glowworm Caves + Ruakuri Cave) the second, a NakedBus reservation for picking up, transport to Waitomo and go back to Auckland at night. All was right, even made my bag and went slept early.

The mistake: Time to depart: 7:15
                      The time arrived (at the point): 7:45

I didn't check twice, I was certain about the time, certain that I was perfect, and, in consequence, I lost my memory, as I said, for having a confused brain. Lesson learned. Money lost. 

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Our trip continues!

See ya!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Medo de perder memórias, medo de me perder em memórias

É janeiro de 2015. Faz praticamente 5 meses que estou na Nova Zelândia, e, como era de se esperar, o intercâmbio está sendo muito enriquecedor. Conheci pessoas diferentes, culturas diferentes e lugares extraordinários, e sim, tive momentos de tirar o fôlego. Hoje, de frente para o computador, lendo outros blogs de viagem e o meu, refleti sobre tudo o que já passei por aqui e me senti com medo (Senti dois tipo de medos)

O primeiro é de perder as memórias que fiz aqui. Visitei lugares incríveis dos quais busquei sempre retratar em fotos e vídeos 1/10 da sensação de estar ali. Observei, há um tempo atrás, um amigo que passou junto comigo numa viagem apenas aproveitando os lugares sentado, olhando, sentindo, vivenciando e achei aquilo fascinante! Comprovei a sabedoria dele ao experimentar. Foi desta experiência que surgiu o meu primeiro medo, de esquecer como cheguei até aqueles lugares, as conversas que tive e o caminho que percorri. Muito, talvez, como já havia observado antes e comentado com outro amigo, posso ter perdido trocando memorias e sensações por quadros. Martha Medeiros escreveu em minha mais recente leitura (Um Lugar na Janela) que é normal na primeira vez ao visitarmos um lugar de termos o impulso de pegar a máquina e tirar A foto, “Click, click, click” como resumiu bem ela... E acrescentou: melhor então, viajar no mínimo duas vezes para estes lugares, mas na segunda vez, apenas sentir sem aquela ansiedade de registrar tudo. Deixe sua mente descobrir a beleza e o sentido daquela manifestação natural da maneira certa. Sinto que é preciso fazer isto. Voltar a alguns lugares.

Meu segundo medo, ironicamente é justo opositor ao primeiro. Tenho medo de me perder em memórias também. Isto é, querer tanto relembrar todos os momentos que tive e acabar esquecendo de fazer novos. É como num namoro quando termina. Aquele período de “luto” em que tudo que pensamos está em quem nos deixou, e, deixando assim, não vemos o próximo romance logo ali. Tratando-se de viagens, meu receio é de acabar me esforçando demais para lembrar de tudo e me frustrar de não conseguir. Esquecer de fazer novas memórias, de ocupar mais espaço. Talvez precise começar a escrever em mais detalhes sobre a Nova Zelândia, assim, lembrar será mais fácil e não exigirá tanto esforço mental, terei um papel a quem buscar sensações em palavras.

 Então está ai, duas de minhas recentes escapadas mentais (filosóficas?), um aprendizado escrito por mim, para mim. E quem acompanha pode tirar proveito.


Nossa viagem continua!

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Afraid to lose my memories, afraid to be lost in my memories

It is January of 2015. It has been practicably 5 months since I came to New Zealand, and, as expected, this internship is being extremely enriching. I have met different people, different cultures and extraordinary places, and yes, had moments of taking my breath off. Today in front of my computer, reading other blogs of Traveling and my own, I thought about everything that I had experienced and felt afraid. (I felt two kinds of fear).

The first kind is to be afraid to lose my memories (here). I have travelled among incredible places which I always tried to retreat in photos or videos 1/10 of the sensation of being there. I observed some time in the past, one friend of mine during the same trip that we made just enjoy where we were, sitting, looking, feeling and "living in the moment" and I found that fascinating! I proved his wisdom trying for myself. Due to this experience that my first fear crossed my mind. I am afraid of forgetting how do I moved into such places, the talks that I had and the tracks made. I could, probably, as I had observed before and commented with another friend, have lost trading memories by boards (photos). Martha Medeiros (Brazilian famous writer) wrote in my recent reading (A Place on the Window) that it is normal, on the first time that we visited someplace, to had the impulse of picking up the camera e take 'The Picture', "Click,click,click" like she brilliantly summarized... In addition, she wrote: The best is then, travel at least two times to those places, and on the second time, just feel without that anxiety to keeping a record of everything. Let your mind discover the beauty and the feeling of such manifestation of nature in the right way. I feel that is that what I need to do. Come back to some places.     

The second fear, ironically, is the exact opposite of the first one. I am also afraid to lose myself in my memories. This is, a desire so much to remember every single moment that I had and simply forget to make new ones. It is like a relationship when it ends, that "grieve" moment when everything that we thought is related on that someone who let us go, and, by not letting this go, we do not see the next romance right there (close to us). Speaking about travels, my fear is to try so hard to remember everything and frustrate myself by not accomplishing. I am fraid to forget to make new memories, occupy more space. Maybe I need to write in more details about New Zealand, then, remember will be much easier and would not involve mental effort, because I will always have a paper in which I can search for emotions in words.

So there you go, two of my recent mental escapes (philosophic?), one learning wrote by me, for myself, and who follows this blog can take advantage too.

Our trip Continues!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

You Want a Taste of what is NZ?

I have been making many posts sharing photos and histories, but there is also another resource as much important, the Videos!

They make each experience more realistic, so, follow my channel and taste a little of what is New Zealand!




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Take a Break!

Today was one of those days where you simply can't stay at home. With the sunrise at it fullest, your body, mind and heart say that you must go out! So, after school, I went!

My first stop was a small area with grass and trees where something that at first seemed bizarre turned in something very nice. In one of the gates of this garden was a group of Koreans - I guess - with flowers and animals masks, one of them was carrying a guitar. In the extreme opposite of the garden was a group of girls sitting together. For my surprise, when I stayed to see the scene, those boys went to the girls and started to sing a song - Hero/Enrique Iglesias - and bringing flowers to them. Something kind of romantic and also, very beautiful to see in what could have been a rush day for others.

Speaking of beauty, that was a good day to that word or a good word to describe this day!

After I crossed this garden, I went to Albert Park that is located in front of the university. A lot of students were there, just relaxing, a habit that is not common between my circles in Brazil. So I took their example and chose a small tree to lay down underneath - a gorgeous tree - where I spent almost 2 hours enjoying the environment, Auckland, the people and also reading the book that I brought with me in this travel - O Alquimista/Paulo Coelho.











Then, it was almost about time to sunset. So I went back into the apartment and picked up my Camera (Canon SX700HS) that I bought on Saturday - that is right, better photos now for the blog! - and made my way to Skytower. With an outstanding view of Auckland and of course, the sunset, I took some photos and made a video of this amazing event. Test a few resources/components of my Camera and the result was magical! - you can check the video here: https://www.youtube.com/watch?v=wjtrdYfeZ0g

   
Those red marks are a result of the reflection of the sun in the glass window.








It was a very nice day, one of the bests until now, learn too much in a couple of hours, all that because of a break!

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Our trip continues!

See ya!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

1st Month, Internet and All These Little Things

It has been one month now since I came to Auckland. Well, actually 06/10/2015 was the exact date. But because we lost the internet for 3 days including six of October I wasn't able to post anything on the blog (Now, for example, I`m using my school internet.)

Let me explain shortly about how the internet works here. When you move to a place, Hostel or rent a students apartment, usually they came with a separated offer for the internet. The common one is to pay for a quantity of 'data' in a certain period of time. For us, here, we paid for 15 GB of data to use in a week. Unexpectedly, we used in only 3 days. And that cost each 10 $. Even that it doesn't seem to much, in one month will be 100 $ when we can actually pay much less with an unlimited data plan from other companies. The problem is: we are not allowed to install cables here. So, we will work in this situation during the week.

The good thing is, besides the internet, it has more advantages than disadvantages in living sharing the apartment. Like food, it costs way less.

But this post is not only about the first month, internet and living together. It's also about these little things that if you pay attention while walking on streets you can appreciate

Changes like:


The street behind the YMCA hostel on the day I came in.
 With no leaf on trees


This one, when I left the YMCA. See the difference.



And not only trees, Skytower now got a different colour. Since October is the month to remember the fight against breast cancer, in honour to that, Skytower is all illuminated in pink.






Maybe it`s time to see this new world in a new way.

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Our trip continues!


See ya!